Como escolher a creche do seu filho

Fim de ano chegando e muitas mamães já começam a ficar aflitas na hora de escolher a creche do bebê ou a primeira escolinha do filho pequeno. “Além do afeto, que deve permear toda a relação da criança com os cuidadores e os professores, outros aspectos devem ser observados”, diz a psicóloga e pedagoga Maria Drummond Gruppi, diretora do Ponto Omega, em São Paulo. Se você está passando por essa situação, nós vamos te ajudar! Conversamos com a pedagoga para saber o que é importante na hora de escolher o local em que seu filho irá ficar enquanto você trabalha. Confira todas as dicas aqui.

O local
Antes de qualquer coisa, é preciso que os pais investiguem se a instituição onde pretendem matricular seus filhos está em condições adequadas e se possui licença tanto do Corpo de Bombeiros como da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), que fiscaliza a cozinha e o lactário além da licença de funcionamento na prefeitura.

Escola
Prefira estabelecimentos térreos e com bastante claridade, insolação e ventilação. Casas geminadas e sobrados não são, exatamente, as melhores opções. “Escadas e janelas com terraços são sempre riscos a serem evitados, uma vez que a segurança desses locais depende, integralmente, da presença de um adulto”, explica Maria. Cubas, pias e vasos sanitários devem ser adaptados à altura das crianças.

Equipe
Outro ponto que os pais devem questionar é a preparação dos profissionais. Eles têm formação acadêmica adequada para exercer a função que ocupam? De acordo com o Conselho Nacional de Educação (CNE), as escolas devem ter ao menos um professor para cada seis a oito crianças (de 0 a 1 ano), um professor para 15 crianças (de 2 a 3 anos) e um professor para cada 20 crianças (de 4 a 5 anos). No Ponto Omega, por exemplo, a média é de três crianças por professor. Os pais também devem ficar atentos ao calendário de atividades da instituição e ao seu projeto pedagógico.

Área de lazer
É recomendável que a instituição de ensino tenha uma área verde bem cuidada e que os parques contemplem piso adequado e brinquedos que atendam às várias faixas etárias. Os tanques de areia devem ser protegidos à noite com capas de lona para evitar contato comdejetos de animais como gatos. Jardins agradáveis e cuidados com supervisão de um engenheiro agrônomo também são um diferencial”, diz Maria. Para os dias frios e chuvosos, é importante ver se a escola oferece salas de recreação internas, com piso confortável ao toque e capacidade de absorver impactos.

Alimentação
Em berçários, o local para as refeições deve ser amplo,ventilado e protegido do calor. Bancadas para apoio dos pratos devem permitir que os adultos permaneçam de frente para as crianças para alimentá-las, garantindo a interação social sem, contudo, ficarem muito próximos a elas. Para crianças maiores, que podem se alimentar sozinhas, é indicado o uso de mesas e cadeiras infantis; afinal, esse espaço deve promover a interação social entre os pequenos. No Ponto Omega, além das refeições serem preparadas em uma cozinha industrial sob orientação de uma nutricionista, um laboratório garante os seus padrões microbiológicos. “Prezamos muito por alimentos saudáveis e diversificados. As nossas verduras são orgânicas e os pais têm a opção de levar porções congeladas para o jantar ou para o fim de semana”, diz Maria.

Hora do sono
O último ponto destacado pela psicóloga são os locais reservados ao sono e ao relaxamento. “O ideal é que sejam protegidos do barulho e tenham berços e camas para atender à demanda de cada faixa etária”, diz Maria. No Ponto Omega, há ainda um conforto extra: lençóis de algodão egípcio 300 fios. Um convite e tanto ao descanso dos pequenos.

Feita a escolha, é a vez de acompanhar a adaptação e esperar que as crianças queiram voltar no dia seguinte. “Se a criança chorar para entrar na escola, os pais também não devem fazer julgamentos precipitados achando que a escolha foi inadequada”, diz Maria. O ideal é que eles se informem com a diretora, pedagoga ou professora se aconteceu algo de muito diferente que pudesse abalar a confiança dela. “Muitas vezes, é só uma desavença com um coleguinha, cansaço ou até mesmo saudades de casa”, diz Maria

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