Mitos e verdades sobre aborto de repetição

Sabia que aproximadamente 20% das gestações terminam em abortos nos primeiros três meses de gravidez?  Isso acontece, na grande parte das vezes, devido a alterações cromossômicas fetais, ou seja, a natureza identifica de alguma forma que o bebê tem algum problema e interrompe a gravidez. Por isso os médicos acabam recomendando que só se anuncie a chegada do novo bebe após os três primeiros meses de gestação.

Existem diversas causas para o aborto de repetição, entre elas alterações cromossômicas, uterinas, imunológicas, hormonais, infecciosas e autoimunes. Dra. Ana Lucia Beltrame, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana, esclarece as principais dúvidas que podem auxiliar às futuras mamães que decidem procurar ajuda médica para realizar o sonho da maternidade.

– Miomas e pólipos no útero podem ser causas de abortos consecutivos. VERDADE

Quando uma mulher é diagnosticada com uma dessas doenças podem sofrer abortos pois elas podem impedir que o embrião se fixe na parede uterina.

– Uma mulher acima de 35 anos tem mais chances de sofrer um aborto? VERDADE

As alterações cromossômicas são mais frequentes quanto maior a idade da mulher, isso porque além da diminuição do numero de óvulos, eles vão perdendo qualidade com o passar do tempo.

– Aborto de repetição não tem tratamento. MITO

Após a realização de exames é possível identificar algumas causas de abortamento de repetição e assim, pensar em opções de tratamento, que podem ir desde o uso de medicação à fertilização in vitro. Podem ser tratadas também algumas alterações anatômicas, hormonais e trombofilias.

– Álcool e fumo em excesso podem dificultar a manutenção da gravidez. VERDADE

Hábitos de vida afetam diretamente a saúde. O abuso de álcool e fumo esta diretamente relacionado com perdas gestacionais, além de complicações na gravidez, como por exemplo, restrição do crescimento fetal

– Os hormônios não são causas de aborto de repetição. MITO

Deficiências na produção de hormônios como progesterona podem levar a dificuldade e até a impossibilidade da mulher manter uma gravidez, pois, para que ela possa engravidar e desenvolver normalmente a gestação é preciso que exista um nível de hormônio suficiente que seja produzido no ovário e estimulado pela placenta.

Outras alterações hormonais como aumento de prolactina, diabetes, alterações nos hormônios tireoidianos e aumento dos hormônios masculinos, podem estar relacionados a abortos de repetição.

Dra. Ana Lucia alerta ainda para o cuidado e acompanhamento psicológico destes casais. “Apesar de existirem muitos fatores envolvidos nos abortamentos de repetição, infelizmente em 50% das vezes não é possível identificar as causas. Além da investigação detalhada destes pacientes, cabe à equipe médica informá-los das limitações diagnosticas, oferecendo apoio emocional a estes pacientes”.

No Comments

Leave a Comment