A vacinação nos prematuros

A prematuridade é um fator importante de risco para as crianças. Sabe-se que a transferência de anticorpos maternos para o bebê acontece, principalmente, no terceiro trimestre da gestação. Portanto, se a criança nasce antes de completar 37 semanas, ela não terá recebido toda a proteção que a mãe poderia transmitir.

Como em toda criança, a vacinação deve acontecer o mais precocemente possível, seguindo as recomendações de idade mínima e dos calendários vacinais. Essa regra também se aplica aos prematuros, não devendo ser adiada as vacinações recomendadas para os dois meses de idade, importantes para proteção contra infecções pneumocócicas, rotavírus, meningite, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, haemophilus influenza.

“A vacinação no prematuro é de extrema importância, principalmente devido à imaturidade do sistema imunológico dos bebês. Mesmo recebendo a vacina, essas crianças apresentam resposta menor, com níveis de anticorpos protetores abaixo do estimulado em crianças maiores e em adultos. Os pais precisam estar informados sobre os benefícios da imunização, eficácia e a necessidade das doses de reforço”, explica a Dra. Marilene Lucinda, do Grupo Hermes Pardini.

 

Cuidados especiais

A especialista lembra que a vacinação no prematuro pede alguns cuidados especiais. Entre as limitações está, por exemplo, a da vacina BCG, contra tuberculose, que geralmente é aplicada ainda na maternidade. No caso do prematuro, a BCG só pode ser aplicada em crianças com mais de 2kg.

Existem ainda outras recomendações especiais que cabem aos prematuros, como da vacinação contra Rotavírus, que não deve ser aplicada em ambiente hospitalar devido à vacina ser de vírus vivo. E ela tem, ainda, uma idade limite para administração da primeira dose: 3 meses e 15 dias. Ou seja, se o prematuro permanecer internado por mais de 3 meses e 15 dias, ele não receberá a vacina posteriormente.

A vacina Hepatite B, quando iniciada ao nascimento em crianças com menos de 2kg, deve ser aplicada em 4 doses, para completar o esquema, diferente das 3 doses recomendadas aos que nascem com peso superior à esse.

O importante é considerar a indicação da vacinação pela idade cronológica, isto é, esquecer com quantos meses o bebê nasceu e contar que ele tem 30 dias de vida, por exemplo, após 1 mês de nascido.

A médica ainda alerta ser fundamental que os pais, irmãos e outras pessoas que convivam com o prematuro estejam com a vacinação em dia, a fim de evitar que eles sejam os transmissores de doenças como influenza, coqueluche, varicela, entre outras.

 

 

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