Proteja seu bebê da bronquiolite

Com a chegada do outono, muitos pais sofrem com as doenças infectocontagiosas e pouco se pode fazer para evitar. Entre elas, uma das mais comuns em bebês é a bronquiolite. “ A contaminação pode se dar na escola, no parque, no shopping, em casa ou mesmo na rua. Por se tratar de um período mais seco, as crianças – especialmente as menores – são mais suscetíveis devido à baixa imunidade e, ainda, podem confundir o diagnóstico por apresentarem sintomas de gripe e resfriado, dos quais muitas vezes podem ser de outras enfermidades até mais graves:, explica a pediatra Dra. Priscila Zanotti Stagliorio. Ela conta o que é a doença

 

O que é

“Trata-se de uma doença provocada por diversos vírus, tendo como mais comum o sincicial respiratório (VSR), que causa a inflamação dos bronquíolos – parte final dos brônquios – e apresenta sintomas de infecções virais da via aérea superior, com febre e coriza. Por isso o diagnóstico, nos primeiros dias, pode ser confundido com outras doenças”, diz a médica.

 

Contágio

O contágio se dá da mesma maneira que outros vírus, por meio do ar, pelo contato direto com saliva (gotículas), espirros, objetos contaminados (brinquedos, chupetas, mamadeiras, etc.).

 

Sintomas

“Além da coriza e febre, como mencionei, os principais sintomas desta doença são tosse e chiado no peito (via aérea inferior), que começam a aparecer entre o quarto e sexto dia após o contágio. A criança pode apresentar dificuldade de respirar, cianose (cor azulada da pele em região dos lábios e unhas), fadiga, febre e taquipneia (respiração rápida)< explica a Dra. Priscilia.

 

Faixa etária mais suscetível

Crianças menores de um ano são as mais propensas e sensíveis ao contágio, porém, há incidência até os dois anos de idade.

 

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico e observação dos sintomas (tosse, chiado e febre). “Há casos de necessidade de exames específicos, como de sangue e análise do muco. Vale lembrar, ainda, que o tempo para o diagnóstico preciso pode variar de caso para caso, pois os sintomas da bronquiolite são similares aos de outras doenças respiratórias como gripes, resfriados, sinusite e renites, comuns neste período de seco.

 

Tratamento

Somente o médico pediatra é capaz de garantir o melhor tratamento para a criança com sintomas de qualquer doença. Nunca automedique seu filho, pois pode causar problemas de saúde, além de contribuir para possíveis surgimentos de superbactérias (àquelas que são resistentes aos medicamentos). Em geral, o tratamento se dá no ambiente familiar, sem a necessidade de internações (somente para casos mais graves associados com outras enfermidades). Lembre-se: siga corretamente as orientações do pediatra e nunca finalize o tratamento antes da data prevista e recomendada pelo médico.

 

Dicas

– Se possível retire cortinas e tapetes para não acumular pó;

– Pane pano úmido ao invés de varrer (se possível);

– Utilize um balde com água ou toalha úmida nos ambientes para manter o local mais agradável – cuidado com os umidificadores de ar, pois sem a higienização correta podem contribuir para a proliferação de bactérias;

– Ofereça muita água e hidrate a criança ao longo do dia;

– Locais fechados e com grande concentração de pessoas são propícios ao contágio de bactérias e doenças do trato respiratório;

– Opte por alimentos mais naturais e saudáveis. Nos dias mais quentes, pode oferecer sopas com legumes e proteínas;

– Sempre tenha trocas de roupas para períodos de calor e clima mais ameno, característicos desta estação;

– Ao primeiro sinal de doença respiratória, fale com o pediatra de costume e ou, em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança;

– Aproveite a estação do ano que oferece diferentes climas em um único dia.

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