Você sabe o jeito certo de limpar os ouvidos?

Para muitas pessoas, limpar os ouvidos faz parte da rotina diária. Mas o que nem todos sabem é que esse procedimento só deve ser feito quando os ouvidos estiverem entupidos ou em caso de dor. O médico otorrinolaringologista Aloysio Augusto Tahan de Campos Netto listou os principais mitos e verdades sobre os cuidados com os ouvidos.
O uso de cotonetes faz mal

“O uso incorreto e imprudente de cotonetes pode causar traumas no canal auditivo externo, no tímpano, nos ossículos da audição e até na orelha interna. O ideal é fazer a limpeza superficialmente com a ponta de uma toalha ou utilizar cotonetes apenas na entrada do canal auditivo, sem aprofundá-los”, diz o médico.

 

A limpeza de ouvidos deve ser feita somente por um especialista

A orientação correta é procurar um atendimento médico sempre que houver sensação de ouvidos tampados, dores, sangramentos, secreção, zumbidos ou tonturas. O otorrinolaringologista tem formação e materiais específicos para fazer a limpeza, que normalmente acontece com curetagem do cerume por meio de lavagem com seringa especial e soro fisiológico morno ou aspiração.
Zumbidos podem indicar doença

Os zumbidos podem estar presentes em 12 a 15% da população. Eles podem ser constantes, intermitentes, bilaterais, unilaterais, pulsáteis etc. “Existem inúmeras

causas que podem ir de distúrbios cocleares, vasculares, metabólicos e hormonais até tumores na orelha, no osso temporal e na base do crânio. Por isso, o correto é procurar orientação médica”, explica o especialista.

 

Usar azeite ou álcool ajuda a desentupir o ouvido

Existem medicamentos de uso tópico que podem amolecer o cerume. “Não se deve usar azeite, já o álcool pode ser usado apenas em casos de entrada de pequenos animais nos ouvidos, como insetos”, alerta o doutor Campos Netto.

 

Como agir quando a criança se recusa a comer certos alimentos

Seu filho torce o nariz quando vê um verdinho no prato? Recusa-se a comer feijão? Nos consultórios é comum casos de mães e pais preocupados porque os filhos só comem determinados alimentos, com cores ou formas específicas e desprezam os demais. O que nem todos sabem é que mais da metade das crianças, principalmente aquelas em idade pré-escolar (4 a 6 anos), apresentam esse tipo de comportamento, chamado de comedor seletivo.

A passagem da amamentação para alimentação pastosa pode gerar esse tipo de hábito mais seletivo. Por isso é essencial que os pais ofereçam desde os seis meses de vida um cardápio variado para explorar o paladar e a sensibilidade tátil dos pequenos, acostumá-los com salgado, doce, azedo, pratos quentes, frios e de diferentes consistências.

Para aDaniela Gomes, nutróloga e pediatra do HCor (Hospital do Coração), os pais precisam ter paciência neste período de transição. Quanto mais tranquilos estiverem, mais fácil para as crianças aceitarem essas novidades à mesa. “Ao contrário dos adultos, os pequenos estão em fase de experimentação, ainda não têm preconceito contra qualquer tipo de alimento. Por isso não se deve forçá-los a comer, nem fazer chantagem ou trocas, o ideal é oferecer várias vezes o mesmo alimento”, informa a nutróloga.

O pior a ser feito nesses casos é recorrer aos produtos industrializados, ricos em gorduras, açúcares, sódio, corantes e conservantes. “Alguns pais preferem oferecer uma bolacha recheada ou um chocolate para não deixar a criança passar fome. Trata-se de um equívoco recorrente até pela correria do dia a dia que acaba por tornar a situação mais complicada”, pondera.

Os pais precisam abusar da criatividade na hora de alimentar as crianças. Como os principais alimentos rejeitados são as verduras, legumes, frutas, grãos e as carnes, é possível contornar a situação e explorar as formas de apresentação do prato, por meio de cores e abusar de temperos naturais (manjericão, salsinha, hortelã), além de incluir os pequenos no preparo desses alimentos. “Se a carne em pedaços não agrada, opte pela moída na forma de hambúrguer. Beterraba e cenoura são ótimas para dar cor aos sucos”, esclarece a pediatra.

Além da seletividade à mesa, os comedores seletivos costumam pular refeições e ter intolerância a diferentes consistências. “É importante que os pais aprendam a lidar com esse hábito justamente para que os pequenos não se tornem adultos seletivos – problema que, no futuro, pode predispor a quadros de obesidade”, finaliza a nutróloga do HCor.

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